
Deram-me uma folha.
Não sei se para Responder; Perguntar ou Contar.
Bom, se for para contar sobre mim... Não tenho nada a dizer.
As perguntas que ali continham, não soube responder.
Sentindo-me fraco/incapacitado/decadente. Oprimido.
Mesmo sentindo um inútil, quis responder.
E naquela folha em branco, não contei o que queriam saber.
Ali sentando, com aquela caneta na mão, vi meu Passado e Futuro se prenderem nesta folha... Em vão.
Não escrevi nada.
Não conseguir dizer absolutamente nada.
Até assinar meu nome era complicado.
O resultado? Não poderia ser outro.
Que não o já esperado.
Nem sabia o porquê de tudo aquilo.
Uma cadência constante no meu ouvido.
Sendo o expoente daquilo que criei.
E o papel que me deram, com esperança de obter respostas minhas, foi devolvido da mesma forma como chegou.
Em Branco.
Às vezes; não consigo tirar a resposta do que preciso.
É fatigante não ter o que responder.
Tendo que apenas fechar os olhos e com calma para quem sabe um dia colocar palavras ou respostas neste papel.
Sei que um dia, ali, naquela folha, responderei tudo e contarei sobre mim.
Por enquanto, dou as costas e vou embora.
Pensando em quando terei outra chance.
De mostrar que posso marcar um pouco minha história ali também.
Pintando. Riscando. Rabiscando. Resenhando. Contornando. Sublinhando...
... Apenas figuras. Facetas.
Desenhando minha vida, minha história.
E colocando na FOLHA, um pouco que vivi.
Um pedacinho de meu passado.
Sei... Que um dia colocarei belas palavras nesta folha.
Desta vida tão... Monótona que Arquejo.
...
Í/B.
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