
Sei que me fez pensar. E acreditar.
Lá no mais fundo e escuro lugar.
E olha que se tratando de "Último" e "Fundo", eu conheço bem.
Sonhando, em ter o poderio daquela "Máquina de Guerra".
Depois...
Ali naquele ponto, logo em frente esperando o importuno ônibus, olhava para os dois lados.
Era Mulher/Menina passando para um lado e para o outro.
E eu não podendo parar, olhava para um lado e para o outro. Também.
Olhando apenas suas traseiras (costas).
Sem poder fazer nada.
Quantas mulheres bonitas passando rente a mim.
Mostrando-me que posso sim, algo de bom.
Meu pescoço que não gostava muito.
E eu parado, ou encostado naquele ponto pensando talvez em D.C.
Porque não?
Quando um olhar Negro, de bicicleta, me pedi um real. Eu sem querer julgar, mais também não querendo contribuir para seu vício.
Tive que apenas fazer o sinal (sem abrir a boca) de Negativo.
Exatamente quando no meu bolso, girava a moeda que ele "precisava".
Naquela Noite/Fria tendo que enfrentar com os olhos as tantas pessoas de mais diversos modos, que vai de crenças, tribos, até... Opção sexual.
Ao mesmo tempo em que os "enfrentava" abaixava a cabeça. Não era o momento para a confusão. Não agora.
O ônibus que não queria vim ao meu encontro, fez aquela senhora sem paciência se levantar. E começar a saciar sua impaciência com perigo através da rua.
Até que estava bem. Mesmo com a demora para sair do ponto.
Estava Calmo. Sereno. Mais Receptivo.
Momentos raros de minha caminhada.
Ou melhor; o de sempre: CALADO.
Pensei que não preciso querer tudo.
Afinal, a sociedade não tem.
Nem preciso ter a Inteligência e o Capital de Tony Stark, mais que posso ao menos TENTAR ter a mesma visão que ele teve.
Afinal, está com estilhaços próximos ao coração, igual ao meu.
Precisando de algum tipo de ectoplasma.
E aquelas pessoas com seus namorados, e suas namoradas circulando à frente da calçada me faziam sorrir, mesmo que pela mente.
E começar a pensar também... Que pode ser eu.
Assim como os Garotos do Pearl Jam contava suas estradas através de meus ouvidos, não me fazia tomar coragem para contar a minha.
Apenas ouvi-las e traçando a trajetória que possa tomar em algum momento em minha cabeça.
Olhando a cidade sendo poluídas com seus "Magníficos" carros.
Não vejo a hora de fazer igual fez o Rei e na "Cidade de Santos... Não mais passar".
Tudo bem, no final da noite eu perdôo as duas vezes que tropeçou em mim.
Fico tanto tempo na rua, que nem sei o que é voltar para casa.
Fico o dia todo fora, que nem penso mais em voltar.
Agora vou descansar.
Pensando no que vi.
E lembrando na minha cabeça que se não sou Homem...
Posso tentar ao menos ser de Ferro.
Í/B. T/S.


























