domingo, 18 de abril de 2010

Solista














Há um ano, conheci um homem que estava numa maré de azar.
Eu achei que poderia ajudar.
Eu não sei se ajudei.
Se meu amigo, Sr. Ayres; agora dorme dentro de casa.
Tem uma chave, tem uma cama.
Mais o estado mental e o estado geral, estão precários.
Como no dia em que nos conhecemos.
Tem gente que diz que eu o ajudei.
Peritos em Saúde Mental que dizem que o simples ato de ele ter um amigo; já pode mudar a química do cérebro, melhorando a relação com o mundo.
Não posso falar pelo Sr. Ayres nesse sentido.
Talvez nossa amizade tenha ajudado.
Ou talvez não.
Mais eu posso falar por mim.
Posso dizer que ao testemunhar a coragem do Sr. Ayres, a humildade dele.
A Fé no poder da Arte.
Eu aprendi a dignidade em ser Leal, a algo em que se acredita.
E se prender a que se gosta, acima de tudo em acreditar...
... Sem pestanejar que é isso que vai levar você prá casa.



Í/B.

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