sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Banco
















Quando percebo que meu dia não ficará bem, vou para o único lugar onde me conforto. Onde sinto a Paz.
Vou sempre para lá (quando o sol deixa).
Para o BANCO. Meu Banco.
De frente para a Praia, De frente para o Mar. De frente... Para a Vida.
Nem sempre consigo sentar nele. Talvez pessoas necessitem do mesmo que eu.
No banco, Reflito, Penso, Choro, dou Risada.
São alguns minutos que faz uma diferença enorme pra mim.
Fico lá, com ARCOS me acompanhando pela mente, escrevendo, olhando coqueiros, escrevendo e sentindo o Ar zunindo em meus ouvidos. A brisa que persiste em não ir embora.
Olhando.
Olhando mesmo que sem prestar atenção, as pessoas correndo, tirando fotos, jogando bola, ou simplesmente passeando com as calças levantadas até o joelho, na beira do mar. De mãos dadas com a Amada. Ou coisa do tipo.
Fico Observando a distância o Mar.
Observando a distância o Céu. Com imagens, figuras, semelhantes ao que vivi, ao que passei.
Vendo como o sol é lindo... Quando vai embora. Com seus raios por detrás das nuvens.
E eu ali, hipnotizado. Com minha garrafinha.
Olhando do meu lado esquerdo, um Serrado lindo.
Do direito, prédios, atrás de uma pequena ilha.
Onde meu olhos tem o prazer de presenciar a Gigantesca "FITA VERMELHA."
Mesmo que bem de longe.
A Praça das Bandeiras, guarda um lugar, para as pessoas que necessitam de Paz, Tranquilidade, Sossego.
Refletir um pouco.
Onde cada vez que fico cabisbaixo, me estresso ou me entristeço, recupero uma parte de minhas forças.
Onde encontro uma auto-ajuda.
Vou, porque sei que lá encontrarei o que necessito.
PAZ.
Onde tiro meu calçado, coloco os pés no banco e...
Me sento, e fico confortando não só o corpo.
Como a MENTE.

Í/B.

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