domingo, 28 de março de 2010

Nublado
















Às vezes nada acontece da maneira em que queríamos.
Às vezes dada às devidas proporções, acho que...
Bom, para falar a verdade, acabei de crer eu não acho nada.
Nem tenho que achar. E nem devo.
Às vezes calo-me diante dos demais.
Às vezes... Meu dia, assim como na minha cabeça, é NUBLADO.
Sinto que nada é ou será como antes.
Terei que mudar. Ou me excluir.
Terei que mudar hábitos, jamais pensado.
A tempestade é só questão de tempo.
A tempestade me procura.
Para me afogar.
É quando você tenta sair, respirar, com o desespero.
E não consegue.
Só fica a sua mão para cima.
E seu olhar. Fixo. Vendo a MORTE de perto.
E eu como o FRACO que sempre serei, me entrego.
De corpo e alma.
Deixo meu corpo para o mar levar.
Fecho os olhos e devagar o oceano me carrega.
E toda aquela neblina que tinha medo, se confirmou.
E toda aquela vida vegetativa que imaginei... Não foi o suficiente para evitar.
Evitar que os mares, rios e oceanos, levassem.
Apagando as lembranças.
Os momentos.
E agora aquele corpo cheio de águas por dentro está inchado. Roxo.
Ficou óbito.
Óbito de tudo.
E o camarão que entrou em seus ouvidos é o mesmo que tinha na cabeça.
Morri afogado.
Sem ajuda.
Deixa agora o mar me levar.

Í/B.

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