domingo, 14 de março de 2010

Sangue
















Sangrei minhas mãos.
Vi igual presenciava no meu rosto.
O sangue escorrendo em minhas mãos.
Passando entre meus dedos, até...
Até cair lentamente no chão.
No Chão, onde pisei.
No mesmo chão, onde me ajoelhei.
Quanto mais a limpava, mais vermelha ficava.
Até a língua, eu usava.
Era quando me sentia um Vampiro.
Doente, Louco, por sangue. Humano.
E era naquela poça que ser formara ali, que via refletir meus pecados.
Meu Sofrimento.
Talvez por isso, tenha que dormir na parte mais alta.
Para quando eu voltar a cair nas noites, às quedas seja mais dolorosas.
A cada gota que demora para cair no chão, para mim é um Sofrimento Angustiante.
Mais não desmaio. Também não me mecho.
É quando aperto minha mão com força.
Com raiva.
É quando as marcas se sujam nas paredes.
Deixando marcas de solidão.
É complicado querer me matar.
Tenho muito que pagar.
Com Sangue.
Se cada gota que derrama for um pecado meu...
Morrerei SECO.



Í/B.

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